Polifenóis podem proteger os telômeros e retardar o envelhecimento? A busca por intervenções capazes de retardar o envelhecimento biológico ganhou enorme espaço na medicina, na nutrição e na indústria de suplementos. Entre os candidatos mais estudados estão os polifenóis, compostos presentes em alimentos como chá verde, frutas vermelhas, uvas, cacau, café, cúrcuma, cebola e diversas frutas e vegetais. Catequinas, epigalocatequina-galato (EGCG), quercetina, antocianinas, resveratrol e curcumina são frequentemente apresentados como substâncias “anti-aging”. Uma das hipóteses mais interessantes é que esses compostos poderiam proteger os telômeros, estruturas diretamente relacionadas ao envelhecimento celular. Mas existe uma diferença enorme entre plausibilidade biológica e demonstração de que uma substância realmente retarda o envelhecimento humano. Até o momento, a ciência permite dizer que os polifenóis podem exercer efeitos potencialmente protetores sobre os telômeros. Não permit...
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Finerenona ou espironolactona na ICFEp? O que o FINEARTS-HF mudou no tratamento da insuficiência cardíaca Durante muitos anos, os antagonistas dos receptores mineralocorticoides ocuparam uma posição relativamente incerta no tratamento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEp). Na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, medicamentos como espironolactona e eplerenona já haviam demonstrado benefícios importantes. Na ICFEp, entretanto, a história era diferente: estudos anteriores sugeriam redução de hospitalizações, mas sem demonstração convincente de benefício no desfecho primário. Esse cenário mudou com o FINEARTS-HF. Publicado em 2024, o estudo demonstrou que a finerenona reduz eventos clínicos em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção levemente reduzida ou preservada. Mais do que simplesmente acrescentar outro medicamento ao arsenal terapêutico, o estudo reposicionou o bloqueio do receptor mineralocorticoide dentro do tratamento ...
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Insuficiência Cardíaca em 2026: Novas Diretrizes, Quarteto Fantástico, Finerenona, Semaglutida e Tirzepatida A cardiologia está mudando: o tratamento da insuficiência cardíaca vai muito além da fração de ejeção A insuficiência cardíaca (IC) representa uma das principais causas de hospitalização, perda de qualidade de vida e mortalidade cardiovascular no mundo. Apesar dos avanços terapêuticos das últimas décadas, continua sendo uma síndrome complexa, frequentemente associada à hipertensão arterial, diabetes mellitus, obesidade, doença renal crônica e doença arterial coronariana. Nos últimos anos, entretanto, ocorreu uma transformação importante na maneira como os cardiologistas tratam essa condição. O tratamento deixou de depender exclusivamente da fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) e passou a considerar também os mecanismos fisiopatológicos, as comorbidades e os diferentes fenótipos clínicos. Essa evolução foi impulsionada por grandes ensaios clínicos, incluindo DAPA-HF, EM...
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Escleroterapia com espuma não trata refluxo venoso profundo: o que dizem as evidências científicas? Entenda por que a espuma é indicada para determinadas varizes, mas não para corrigir a insuficiência das veias femorais e poplíteas A escleroterapia com espuma tornou-se uma alternativa importante no tratamento das varizes dos membros inferiores. Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, realizado mediante a administração de uma substância esclerosante, geralmente polidocanol ou tetradecil sulfato de sódio, capaz de provocar lesão endotelial e posterior obliteração da veia tratada. Entretanto, existe uma distinção fundamental que precisa ser compreendida: a escleroterapia com espuma é utilizada principalmente no tratamento de veias superficiais incompetentes, não sendo indicada para eliminar o refluxo existente nas principais veias do sistema venoso profundo. Essa diferença não é apenas anatômica. Ela envolve princípios fundamentais da fisiologia circulatória, da segurança ...