Escleroterapia com espuma não trata refluxo venoso profundo: o que dizem as evidências científicas?
Entenda por que a espuma é indicada para determinadas varizes, mas não para corrigir a insuficiência das veias femorais e poplíteas
A escleroterapia com espuma tornou-se uma alternativa importante no tratamento das varizes dos membros inferiores. Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, realizado mediante a administração de uma substância esclerosante, geralmente polidocanol ou tetradecil sulfato de sódio, capaz de provocar lesão endotelial e posterior obliteração da veia tratada.
Entretanto, existe uma distinção fundamental que precisa ser compreendida: a escleroterapia com espuma é utilizada principalmente no tratamento de veias superficiais incompetentes, não sendo indicada para eliminar o refluxo existente nas principais veias do sistema venoso profundo.
Essa diferença não é apenas anatômica. Ela envolve princípios fundamentais da fisiologia circulatória, da segurança vascular e da preservação do retorno venoso dos membros inferiores.
A aplicação inadequada desse tratamento sobre uma veia profunda principal poderia provocar consequências graves, incluindo obstrução venosa e agravamento da hipertensão venosa.
Neste artigo, analisaremos as evidências científicas disponíveis, os resultados dos principais estudos clínicos e as alternativas terapêuticas para pacientes com insuficiência venosa profunda.
1. Entendendo a circulação venosa dos membros inferiores
O sistema venoso dos membros inferiores é dividido em três componentes principais: sistema venoso superficial, sistema venoso profundo e veias perfurantes.
O sistema superficial compreende principalmente as veias safenas magna e parva, suas tributárias e as veias responsáveis pela formação das varizes.
O sistema profundo inclui as veias tibiais, fibulares, poplíteas, femorais e ilíacas.
Essas estruturas possuem funções distintas.
Enquanto o sistema superficial participa da drenagem venosa periférica, o sistema profundo é responsável pela maior parte do retorno venoso dos membros inferiores.
As veias perfurantes estabelecem conexões entre os dois sistemas.
Em condições fisiológicas, as válvulas venosas impedem o retorno retrógrado do sangue, favorecendo seu deslocamento em direção ao coração.
Quando essas válvulas apresentam incompetência, ocorre refluxo venoso, caracterizado pelo fluxo sanguíneo retrógrado durante determinadas manobras ou condições hemodinâmicas.
Esse fenômeno pode acontecer tanto nas veias superficiais quanto nas profundas.
Entretanto, o tratamento depende diretamente do território anatômico acometido.
2. Por que a escleroterapia funciona nas veias superficiais?
A escleroterapia consiste na administração de um agente químico capaz de produzir lesão controlada do endotélio vascular.
O processo desencadeia uma reação inflamatória local, seguida de trombose e posterior fibrose da veia tratada.
O objetivo é eliminar funcionalmente o vaso incompetente.
Nas varizes superficiais, essa estratégia é possível porque o sangue pode ser redirecionado para outros trajetos venosos, especialmente para o sistema profundo, desde que sua drenagem esteja preservada.
Os agentes mais utilizados são o polidocanol e o tetradecil sulfato de sódio.
Quando administrados na forma de espuma, apresentam maior contato com a parede vascular, permitindo o tratamento de veias de diferentes calibres.
A escleroterapia com espuma guiada por ultrassonografia, conhecida internacionalmente como Ultrasound-Guided Foam Sclerotherapy (UGFS), permite acompanhar a distribuição do agente esclerosante durante o procedimento.
Suas principais aplicações incluem o tratamento de varizes tributárias, determinados segmentos de safenas incompetentes e veias superficiais relacionadas à hipertensão venosa.
A escleroterapia também pode ser utilizada em telangiectasias e veias reticulares, com técnicas e concentrações apropriadas.
Apesar dessas vantagens, a eficácia e a durabilidade variam conforme o calibre vascular, a anatomia, a extensão do refluxo e a técnica utilizada.
3. Por que a espuma não deve ser utilizada para tratar o refluxo femoral profundo?
A resposta está na função fisiológica das veias profundas.
As veias femorais e poplíteas constituem componentes essenciais da drenagem venosa dos membros inferiores.
Quando existe refluxo nessas estruturas, o problema geralmente está relacionado à incompetência valvar, e não à existência de uma veia dispensável que possa simplesmente ser eliminada.
A escleroterapia não reconstrói válvulas venosas.
Seu mecanismo consiste na lesão e obliteração do vaso tratado.
Portanto, utilizar espuma para obliterar intencionalmente uma veia femoral ou poplítea principal não representa uma estratégia adequada para corrigir a insuficiência valvar profunda.
Ao contrário, a obstrução dessas estruturas poderia comprometer o retorno venoso, aumentar a pressão venosa distal e agravar manifestações clínicas como edema, alterações cutâneas e ulcerações.
É importante diferenciar o tratamento de uma veia superficial incompetente da intervenção sobre uma veia profunda essencial.
Também é necessário distinguir refluxo profundo de obstrução venosa profunda, pois são alterações fisiopatológicas diferentes e podem exigir abordagens distintas.
A presença de refluxo femoral no ultrassom Doppler, isoladamente, não constitui indicação para escleroterapia.
4. O que mostram os estudos científicos sobre a eficácia da espuma?
Uma metanálise publicada em 2026 na revista Scientific Reports avaliou a eficácia de técnicas endovenosas e cirúrgicas no tratamento da incompetência da veia safena magna.
O trabalho, conduzido por Sayarer e colaboradores, reuniu evidências de ensaios clínicos randomizados e analisou resultados relacionados ao sucesso técnico, à recorrência e à durabilidade dos tratamentos.
Entre os estudos discutidos, destaca-se o ensaio MAGNA, que apresentou resultados de acompanhamento em cinco anos.
As taxas de oclusão da veia safena magna relatadas foram:
Escleroterapia com espuma: 23%.
Ablação endovenosa a laser: 77%.
Tratamento cirúrgico convencional com stripping: 85%.
Esses resultados demonstram uma diferença importante na manutenção da oclusão anatômica da safena ao longo do tempo.
Em outras palavras, embora a espuma possa proporcionar melhora clínica inicial, a recanalização do vaso tratado ocorre com maior frequência em determinados cenários.
Entretanto, é fundamental compreender que esses percentuais se referem ao tratamento da veia safena magna, pertencente ao sistema venoso superficial.
Não representam resultados do tratamento de refluxo nas veias femorais ou poplíteas.
Também não devem ser interpretados como taxas universais aplicáveis a qualquer tipo de variz.
A durabilidade depende das características anatômicas e clínicas de cada paciente.
5. O que concluiu a revisão Cochrane?
A revisão sistemática Cochrane publicada em 2021 avaliou diferentes intervenções para a incompetência da veia safena magna.
Foram incluídos 24 ensaios clínicos randomizados, envolvendo 5.135 participantes.
Os pesquisadores compararam tratamentos como ablação endovenosa a laser, radiofrequência, escleroterapia com espuma guiada por ultrassom e cirurgia convencional.
Os resultados sugeriram que a ablação a laser pode apresentar maior sucesso técnico do que a escleroterapia com espuma, especialmente durante o acompanhamento prolongado.
A cirurgia convencional também apresentou vantagens em determinados desfechos de sucesso anatômico.
Contudo, a revisão não encontrou evidências conclusivas de diferença na recorrência clínica entre laser e espuma nos períodos analisados.
Essa distinção é importante.
A recanalização de uma veia previamente tratada não significa necessariamente que o paciente apresentará retorno proporcional dos sintomas.
Da mesma forma, a persistência de oclusão anatômica não garante ausência de novas varizes ou manifestações clínicas.
Portanto, a escolha do tratamento deve considerar tanto os resultados ultrassonográficos quanto a melhora dos sintomas, a qualidade de vida e a necessidade de novos procedimentos.
A principal conclusão permanece: a espuma é uma alternativa válida para situações selecionadas de insuficiência venosa superficial, mas apresenta limitações de durabilidade quando comparada a determinadas técnicas ablativas.
Esses estudos não justificam sua utilização para obliterar veias profundas principais.
6. Como tratar o refluxo venoso profundo?
O tratamento da insuficiência venosa profunda exige avaliação individualizada.
Em muitos pacientes, especialmente quando não existem úlceras refratárias ou manifestações clínicas graves, a abordagem inicial é conservadora.
O objetivo não é necessariamente eliminar o refluxo identificado no exame de imagem.
A prioridade é reduzir a hipertensão venosa, melhorar o retorno circulatório e controlar os sintomas.
Uma revisão publicada em dezembro de 2024 no The New England Journal of Medicine, por Fukaya e Kolluri, destacou a importância das medidas não cirúrgicas no manejo da insuficiência venosa crônica.
A hipertensão venosa constitui um dos principais mecanismos responsáveis pelo desenvolvimento de edema, alterações inflamatórias, hiperpigmentação, dermatite de estase e úlceras venosas.
Consequentemente, o tratamento deve buscar a redução dessa pressão e a melhora funcional da circulação.
Terapia compressiva
As meias elásticas de compressão graduada representam uma das principais medidas conservadoras.
Em pacientes selecionados, a compressão de 20–30 mmHg pode auxiliar no controle do edema, da sensação de peso e do desconforto dos membros inferiores.
A intensidade da compressão deve ser individualizada conforme a gravidade da doença, a tolerância do paciente e a presença de possíveis contraindicações, especialmente doença arterial periférica significativa.
Pacientes com úlceras venosas podem necessitar de estratégias compressivas específicas.
Exercícios e ativação da bomba muscular
A musculatura da panturrilha desempenha papel fundamental no retorno venoso.
Durante a caminhada, a contração muscular comprime as veias profundas e favorece o deslocamento do sangue em direção ao coração.
A atividade física regular, respeitando as limitações individuais, pode contribuir para melhorar a função da bomba muscular e reduzir sintomas.
Elevação dos membros inferiores
A elevação periódica das pernas pode reduzir temporariamente a pressão hidrostática venosa e auxiliar no controle do edema.
Essa medida é particularmente útil em pacientes que permanecem longos períodos sentados ou em pé.
Controle de fatores associados
O controle do peso corporal, a manutenção da mobilidade, os cuidados com a pele e o tratamento de doenças associadas são componentes importantes da abordagem.
Medicamentos venoativos
Determinados medicamentos venoativos, também chamados flebotônicos, podem proporcionar alívio sintomático em pacientes selecionados.
Entretanto, não corrigem diretamente a incompetência das válvulas femorais ou poplíteas.
Sua utilização deve ser entendida como complementar, e não como substituição das medidas compressivas e funcionais.
7. Existe cirurgia para o refluxo venoso profundo?
Sim. Entretanto, as intervenções destinadas ao sistema venoso profundo são muito diferentes da escleroterapia convencional.
Em situações específicas de insuficiência venosa profunda grave, especialmente na presença de manifestações clínicas importantes e refratárias ao tratamento adequado, podem ser consideradas técnicas de reconstrução valvar.
Entre elas estão procedimentos de reparo valvar, valvuloplastia e outras estratégias reconstrutivas realizadas em centros especializados.
Essas intervenções possuem indicações restritas e exigem avaliação criteriosa.
A evidência disponível é limitada, e os resultados dependem da etiologia da insuficiência, da anatomia venosa e da experiência do centro responsável.
Outro cenário é a obstrução venosa ilíaca, particularmente em pacientes com doença pós-trombótica ou compressão venosa clinicamente significativa.
Nessas circunstâncias, a angioplastia venosa com implante de stent pode ser considerada em casos selecionados.
Entretanto, o stent trata a obstrução venosa, não a incompetência valvar isolada.
Portanto, refluxo e obstrução não devem ser confundidos.
A simples identificação de refluxo profundo ao Doppler não significa que o paciente necessite de cirurgia.
8. E quando o paciente apresenta refluxo profundo e superficial ao mesmo tempo?
Essa situação merece atenção especial.
Alguns pacientes apresentam incompetência simultânea das veias femorais e das safenas.
Nesses casos, o refluxo superficial pode contribuir significativamente para a hipertensão venosa e para os sintomas.
O tratamento das veias superficiais incompetentes pode proporcionar melhora clínica, mesmo quando existe refluxo profundo associado.
Em determinadas situações, a correção do refluxo superficial também pode reduzir componentes do refluxo profundo, dependendo do mecanismo hemodinâmico envolvido.
Entretanto, isso não significa que a escleroterapia tenha tratado diretamente a veia femoral.
O procedimento continua sendo realizado sobre o sistema superficial.
A decisão deve considerar a anatomia venosa, a presença de obstrução, a importância das vias colaterais e a contribuição de cada território para a hipertensão venosa.
Em pacientes com obstrução profunda significativa, determinadas veias superficiais podem funcionar como vias de drenagem colateral.
Sua eliminação sem avaliação adequada pode ser prejudicial.
Por esse motivo, o mapeamento venoso completo é indispensável antes de qualquer intervenção.
9. Qual é o papel do ultrassom Doppler venoso?
O Duplex Scan Venoso constitui o principal método de avaliação da insuficiência venosa dos membros inferiores.
O exame permite estudar a anatomia, a permeabilidade e o comportamento hemodinâmico das veias superficiais e profundas.
Durante a investigação, devem ser avaliados os principais segmentos venosos profundos, incluindo as veias femorais e poplíteas.
Também é necessário investigar as veias safenas, suas tributárias e as perfurantes clinicamente relevantes.
O exame deve procurar sinais de trombose venosa prévia, alterações pós-trombóticas, obstrução e refluxo.
A caracterização do refluxo exige técnica apropriada e interpretação de acordo com o segmento examinado.
De maneira geral, utiliza-se duração de fluxo retrógrado superior a 1 segundo como critério de refluxo patológico nas veias femoral comum, femoral e poplítea.
Para determinadas veias superficiais e segmentos profundos distais, o limite usual é superior a 0,5 segundo.
Esses critérios devem ser interpretados em conjunto com a posição do paciente, as manobras realizadas e o contexto clínico.
O Doppler também permite identificar se o refluxo profundo é isolado ou se existe incompetência superficial associada.
Essa distinção pode modificar completamente a estratégia terapêutica.
10. Todo refluxo venoso identificado no Doppler precisa ser tratado?
Não.
Um dos erros mais frequentes na interpretação dos exames vasculares é considerar que qualquer refluxo identificado exige intervenção.
A insuficiência venosa crônica é uma condição clínica e hemodinâmica, não apenas um achado ultrassonográfico.
A indicação terapêutica depende da intensidade dos sintomas, das manifestações cutâneas, da presença de edema, das alterações tróficas, das ulcerações e do impacto funcional.
A classificação CEAP auxilia na avaliação da gravidade clínica.
Pacientes com refluxo profundo e manifestações discretas podem permanecer em acompanhamento clínico, com medidas conservadoras.
Por outro lado, pacientes com edema importante, alterações cutâneas avançadas ou úlceras venosas exigem investigação mais detalhada e tratamento direcionado.
O objetivo principal deve ser melhorar a condição clínica do paciente, preservar a circulação e prevenir complicações.
Não se deve realizar um procedimento apenas para tentar normalizar um parâmetro do ultrassom.
11. Quando a espuma pode ser uma boa alternativa?
A escleroterapia com espuma continua tendo papel relevante no tratamento da doença venosa superficial.
Pode ser considerada para varizes tributárias, segmentos superficiais incompetentes, veias tortuosas e determinados casos de refluxo safênico.
Também pode ser útil no tratamento de tributárias superficiais relacionadas a úlceras venosas, conforme a avaliação anatômica e hemodinâmica.
Em pacientes que apresentam contraindicações ou limitações para determinadas técnicas ablativas, a espuma pode representar uma alternativa terapêutica.
Entretanto, a escolha deve considerar a possibilidade de recanalização e a eventual necessidade de retratamento.
Para pacientes com refluxo axial importante da safena magna, a ablação endovenosa a laser ou por radiofrequência pode oferecer maior durabilidade anatômica em diversos cenários.
A decisão final depende do calibre venoso, da extensão do refluxo, da anatomia, das condições clínicas e das preferências do paciente.
Nenhuma dessas indicações deve ser confundida com a tentativa de obliterar uma veia femoral ou poplítea profunda.
12. Conclusão: tratar a doença venosa não significa eliminar todas as veias com refluxo
A escleroterapia com espuma é uma técnica estabelecida para o tratamento de diferentes manifestações da insuficiência venosa superficial.
Entretanto, seu mecanismo de ação consiste na obliteração química do vaso tratado.
Por essa razão, não é indicada para corrigir a incompetência valvar das principais veias do sistema venoso profundo.
O refluxo femoral ou poplíteo exige uma abordagem diferente, fundamentada na avaliação clínica, na preservação do retorno venoso e no controle da hipertensão venosa.
As evidências científicas demonstram que a espuma pode apresentar resultados satisfatórios no tratamento de veias superficiais, embora sua durabilidade anatômica seja inferior à de outras técnicas em determinados contextos.
O estudo MAGNA, por exemplo, demonstrou taxas de oclusão da safena magna em cinco anos de 23% com espuma, 77% com laser e 85% com cirurgia convencional.
Esses resultados não podem ser extrapolados para justificar o tratamento químico das veias femorais.
Nos pacientes com refluxo profundo isolado e manifestações clínicas controláveis, a abordagem conservadora costuma constituir a estratégia inicial.
Quando existe insuficiência superficial associada, o tratamento direcionado das safenas ou tributárias pode ser considerado, desde que a anatomia e a drenagem venosa sejam adequadamente avaliadas.
Em casos graves e refratários, procedimentos especializados sobre o sistema profundo podem ser discutidos, mas não se confundem com a escleroterapia convencional.
A mensagem central é simples: o tratamento vascular deve respeitar a fisiologia da circulação.
Nem toda veia com refluxo deve ser eliminada.
O verdadeiro objetivo é preservar o retorno venoso, reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Referências científicas
- Sayarer C, Arayici ME, Gencpinar T, Bayrak S. Effectiveness of endovenous ablation techniques and surgery for great saphenous vein incompetence: a comprehensive meta-analysis of randomized controlled trials. Scientific Reports. 2026;16:11424. DOI: 10.1038/s41598-026-42413-2.
- Whing J, Nandhra S, Nesbitt C, Stansby G. Interventions for great saphenous vein incompetence. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2021;8:CD005624. DOI: 10.1002/14651858.CD005624.pub4.
- Fukaya E, Kolluri R. Nonsurgical Management of Chronic Venous Insufficiency. New England Journal of Medicine. 2024;391(24):2350–2359. DOI: 10.1056/NEJMcp2310224.
- Society for Vascular Surgery, American Venous Forum, American Vein and Lymphatic Society. Clinical practice guidelines for the management of varicose veins of the lower extremities. Part I: Duplex Scanning and Treatment of Superficial Truncal Reflux. Journal of Vascular Surgery: Venous and Lymphatic Disorders. DOI: 10.1016/j.jvsv.2022.09.004.
Dr. Leandro Fioravanti Figueiredo Médico Cardiologista e Cirurgião Vascular e Geral CRM MG 53102 / CRM SP 247039 RQE 35112 / 37080 / 65096 Títulos AMB 144415 / 157859 / 245309
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