GLP-1 ou SGLT2: qual faz perder mais peso? A resposta parece simples — até olharmos para o IMC
Nos últimos anos, duas classes de medicamentos mudaram profundamente o tratamento do diabetes tipo 2 e das doenças cardiometabólicas: os agonistas do receptor de GLP-1 e os inibidores de SGLT2.
Mais recentemente, a tirzepatida — que atua simultaneamente nos receptores de GIP e GLP-1 — elevou ainda mais o patamar de perda de peso obtida com tratamento farmacológico.
Quando a pergunta é simplesmente:
“Qual classe emagrece mais?”
A resposta geral é relativamente fácil.
Os medicamentos incretínicos, principalmente semaglutida em dose para obesidade e tirzepatida, costumam produzir perdas de peso muito superiores às obtidas com os inibidores de SGLT2.
Mas existe um detalhe extremamente interessante.
Uma meta-análise em rede publicada em 2026 encontrou indícios de que essa diferença pode variar conforme o IMC inicial do paciente.
E isso nos leva a uma discussão muito mais importante do que descobrir qual medicamento “ganha” uma competição na balança:
o melhor tratamento depende do paciente que está na nossa frente.
Estamos comparando medicamentos que emagrecem por mecanismos completamente diferentes
Para entender os resultados, primeiro precisamos compreender como essas classes funcionam.
Os inibidores de SGLT2 — como dapagliflozina e empagliflozina — atuam principalmente nos rins.
Eles bloqueiam a reabsorção de parte da glicose filtrada e fazem com que ela seja eliminada na urina.
É literalmente energia saindo do organismo.
A quantidade de glicose eliminada pode atingir dezenas de gramas diariamente, dependendo da glicemia e da função renal.
Por isso, além de reduzirem glicose, esses medicamentos costumam produzir alguma redução do peso corporal.
Mas existe um problema interessante:
o peso perdido é menor do que esperaríamos simplesmente calculando as calorias eliminadas na urina.
O organismo compensa parte desse déficit.
Entre os mecanismos envolvidos está o aumento compensatório da ingestão alimentar.
É um excelente exemplo da capacidade do corpo humano de defender suas reservas energéticas.
Os agonistas de GLP-1 atuam de outra maneira
O GLP-1 é um hormônio intestinal envolvido na regulação da glicose e da ingestão alimentar.
Medicamentos que ativam seu receptor podem:
aumentar a secreção de insulina de maneira dependente da glicose;
reduzir a secreção inadequada de glucagon;
retardar o esvaziamento gástrico, particularmente no início do tratamento;
e, principalmente para a discussão sobre obesidade, atuar sobre circuitos do sistema nervoso central envolvidos em fome, saciedade e recompensa alimentar.
Na prática, muitas pessoas descrevem algo muito característico:
“Eu simplesmente não sinto mais aquela necessidade de comer como antes.”
Esse efeito sobre o comportamento alimentar ajuda a explicar por que os medicamentos incretínicos modernos conseguem produzir reduções de peso muito maiores do que a simples perda calórica urinária dos SGLT2.
E a tirzepatida vai além do GLP-1
A tirzepatida não é simplesmente outro agonista de GLP-1.
Ela é um agonista duplo dos receptores de:
GIP + GLP-1.
A interação entre essas duas vias produz efeitos importantes sobre glicemia, ingestão energética e metabolismo.
E os ensaios clínicos mostraram algo que há poucos anos pareceria difícil de alcançar com tratamento farmacológico:
perdas médias de peso próximas de 20% em determinadas populações.
Isso começa a aproximar a farmacoterapia moderna de magnitudes de perda ponderal historicamente associadas principalmente à cirurgia metabólica.
Mas quanto cada classe realmente emagrece?
Aqui precisamos separar dois cenários.
Um é o paciente com diabetes tipo 2.
Outro é o paciente com obesidade sem diabetes.
Isso é importante porque a magnitude da perda de peso não é necessariamente igual nas duas populações.
Na meta-análise em rede de 2026 citada nesta discussão, que reuniu 152 ensaios clínicos randomizados e mais de 54 mil participantes com diabetes tipo 2, os GLP-1RA produziram redução média de aproximadamente 3,03 kg, contra 1,96 kg com SGLT2i, em comparação aos respectivos controles.
A diferença estimada entre as classes favoreceu os agonistas de GLP-1 em aproximadamente 1,08 kg.
Mas esses números não representam aquilo que vemos com as doses modernas especificamente destinadas ao tratamento da obesidade.
E aqui a história muda completamente.
Semaglutida 2,4 mg: entramos em outra escala de emagrecimento
Nos estudos de obesidade sem diabetes, a semaglutida 2,4 mg semanal demonstrou perdas médias próximas de 15% do peso corporal.
No STEP 1, por exemplo, a redução média foi de 14,9%, contra 2,4% com placebo associado à intervenção de estilo de vida.
Para alguém com 120 kg, uma redução de 15% corresponde a:
18 kg.
Isso já não é uma pequena consequência secundária de um medicamento para diabetes.
É tratamento farmacológico efetivo da obesidade.
E a tirzepatida elevou novamente esse patamar
O SURMOUNT-5 fez uma comparação particularmente importante porque colocou frente a frente dois dos tratamentos mais eficazes disponíveis.
Foram comparadas doses máximas toleradas de:
tirzepatida 10 ou 15 mg
versus
semaglutida 1,7 ou 2,4 mg
em adultos com obesidade sem diabetes tipo 2.
O resultado em 72 semanas foi expressivo:
tirzepatida: −20,2%
semaglutida: −13,7%
A diferença favoreceu significativamente a tirzepatida. O estudo foi publicado no New England Journal of Medicine em 2025.
Colocando isso em perspectiva, em uma pessoa inicialmente com 120 kg, essas médias corresponderiam aproximadamente a:
24,2 kg com tirzepatida
versus
16,4 kg com semaglutida.
Naturalmente, médias de ensaios clínicos não permitem prever quanto um paciente individual perderá.
Alguns perdem muito mais.
Outros, muito menos.
E alguns interrompem o tratamento por efeitos adversos, custo, disponibilidade ou outros motivos.
Nem todos os agonistas de GLP-1 são iguais
Outro erro comum é tratar “GLP-1” como se todos os medicamentos dessa classe produzissem o mesmo resultado.
Não produzem.
O STEP 8 demonstrou isso diretamente.
Adultos com sobrepeso ou obesidade sem diabetes receberam semaglutida 2,4 mg semanal ou liraglutida 3 mg diária.
Após 68 semanas:
semaglutida: −15,8%
liraglutida: −6,4%.
A diferença foi de 9,4 pontos percentuais.
Além disso, 38,5% dos participantes tratados com semaglutida perderam pelo menos 20% do peso, contra apenas 6% com liraglutida.
Portanto, perguntar se “GLP-1 emagrece” é uma pergunta incompleta.
Precisamos perguntar:
qual molécula?
qual dose?
qual população?
por quanto tempo?
E agora aparece uma descoberta muito interessante: o IMC pode modificar essa comparação
A meta-análise em rede de Tong e colaboradores, publicada em 2026, sugeriu uma interação interessante entre o IMC basal e a diferença de peso observada entre GLP-1RA e SGLT2i.
Na análise por subgrupos, a vantagem relativa dos GLP-1RA tornou-se maior à medida que o IMC aumentava.
Mais surpreendente ainda: no subgrupo classificado como sobrepeso, entre IMC 25 e 30 kg/m², os SGLT2i apresentaram resultado ponderal comparativamente favorável.
Já nas faixas mais altas de obesidade, especialmente IMC ≥35 kg/m², os GLP-1RA mostraram vantagem crescente.
É um resultado provocador.
Mas precisamos interpretá-lo corretamente.
Isso significa que devemos preferir SGLT2 para todo paciente com IMC 27?
Não.
Esse é exatamente o tipo de conclusão que uma análise de subgrupo não permite estabelecer sozinha.
O achado gera uma hipótese importante e pode contribuir para individualização terapêutica, mas não transforma o IMC em um algoritmo automático de escolha entre medicamentos.
As populações dos estudos, doses utilizadas, duração do tratamento, controle glicêmico e moléculas específicas dentro de cada classe variam.
Além disso, uma comparação de GLP-1RA utilizados para diabetes não pode ser automaticamente extrapolada para semaglutida 2,4 mg ou tirzepatida em doses destinadas ao tratamento da obesidade.
Portanto:
IMC pode ser um modificador interessante do efeito, mas não deve ser usado isoladamente para decidir o tratamento.
Por que pacientes com obesidade mais importante podem responder tão bem às incretinas?
Uma possível explicação está no próprio mecanismo da doença.
Obesidade não é simplesmente excesso de calorias armazenadas.
Existe uma complexa regulação neuroendócrina do peso corporal.
Depois que uma pessoa perde peso, surgem adaptações fisiológicas destinadas a recuperar aquele peso:
a fome aumenta;
hormônios relacionados à saciedade se modificam;
o gasto energético pode diminuir;
e o cérebro aumenta a motivação para procurar alimentos.
Em pessoas com obesidade mais importante, atuar diretamente nos circuitos centrais relacionados à ingestão alimentar pode produzir um impacto enorme.
A semaglutida e a tirzepatida não estão simplesmente “queimando gordura”.
Elas modificam um dos principais determinantes do balanço energético:
quanto o paciente deseja e consegue comer.
Isso é muito diferente da ação dos SGLT2.
O SGLT2 elimina calorias, mas o cérebro pode tentar recuperá-las
Vamos imaginar, de forma simplificada, que determinada quantidade de glicose seja eliminada diariamente pela urina.
Matematicamente, isso deveria produzir um déficit energético acumulativo muito grande ao longo de meses.
Mas o peso não cai indefinidamente.
Por quê?
Porque o organismo percebe a perda energética.
A ingestão alimentar pode aumentar e outros mecanismos adaptativos entram em funcionamento.
O resultado é um novo equilíbrio.
Isso ajuda a explicar por que a perda de peso observada com SGLT2 geralmente permanece na faixa de poucos quilogramas, apesar da glicosúria persistente.
Então os SGLT2 perderam importância?
De maneira nenhuma.
Esse seria outro grande erro.
A escolha de dapagliflozina ou empagliflozina não deveria ser determinada exclusivamente pelo número de quilos que o medicamento consegue retirar da balança.
Os SGLT2 transformaram o tratamento de pacientes com insuficiência cardíaca e doença renal crônica, inclusive em contextos que vão além do simples controle glicêmico.
Portanto, imagine um paciente com diabetes tipo 2, IMC 28, insuficiência cardíaca e doença renal crônica.
A pergunta não deveria ser:
“Qual remédio emagrece mais?”
A pergunta correta é:
“Qual medicamento oferece o conjunto de benefícios mais relevante para este paciente?”
E essa mudança de pergunta transforma completamente a decisão clínica.
O mesmo vale para GLP-1 e tirzepatida
Se o principal problema clínico é obesidade importante, especialmente quando acompanhada de complicações relacionadas ao excesso de peso, a magnitude de redução ponderal dos agentes incretínicos modernos passa a ter enorme relevância.
Mas peso também não é o único desfecho.
É preciso considerar diabetes, doença cardiovascular, função renal, insuficiência cardíaca, tolerabilidade, contraindicações, preferência do paciente, custo e acesso ao tratamento.
Em medicina, não tratamos um IMC.
Tratamos uma pessoa.
E se combinarmos GLP-1 com SGLT2?
Aqui surge uma possibilidade particularmente interessante.
Os mecanismos são diferentes e potencialmente complementares.
O SGLT2 atua principalmente através do rim e da glicosúria.
O GLP-1 atua intensamente sobre ingestão alimentar e metabolismo.
Portanto, do ponto de vista fisiológico, não existe motivo para imaginar que uma classe precise necessariamente substituir a outra.
Em determinados pacientes com diabetes tipo 2, elas podem ser associadas quando existem indicações clínicas apropriadas.
Dados observacionais de mundo real publicados em 2025 encontraram redução adicional de peso quando um GLP-1RA de geração mais recente foi acrescentado a pacientes que já utilizavam SGLT2i.
Mas aqui novamente devemos ter cuidado com a interpretação:
associação não significa simplesmente “somar dois remédios para emagrecer mais”.
A combinação deve partir das indicações metabólicas, cardiovasculares e renais de cada paciente.
E existe outro assunto que não podemos ignorar: músculo
Quando medicamentos conseguem produzir perdas de 15%, 20% ou mais do peso corporal, surge uma nova pergunta:
o que exatamente estamos perdendo?
Grande parte da redução é gordura.
Isso é desejável.
Mas nenhuma perda ponderal expressiva é necessariamente composta por 100% de tecido adiposo.
Parte da massa livre de gordura também pode diminuir.
Esse assunto ganha especial importância em idosos, pessoas frágeis e pacientes que já possuem baixa massa muscular.
Portanto, o tratamento moderno da obesidade não deveria ser:
medicamento + balança.
Deveria incluir:
proteína adequada + treinamento resistido + acompanhamento da composição corporal e função muscular quando indicado.
O objetivo não é simplesmente criar um paciente menor.
É criar um paciente metabolicamente mais saudável e funcionalmente melhor.
Efeitos adversos também são completamente diferentes
Os medicamentos incretínicos frequentemente produzem sintomas gastrointestinais, especialmente durante escalonamento de dose:
náuseas;
sensação de plenitude;
vômitos;
diarreia;
constipação.
No STEP 8, eventos gastrointestinais foram relatados por mais de 80% dos participantes tanto com semaglutida quanto com liraglutida, embora a maioria não corresponda necessariamente a eventos graves.
Com os SGLT2, o perfil é diferente.
Podemos encontrar maior risco de infecções genitais, depleção de volume e, raramente, cetoacidose diabética, inclusive euglicêmica.
Essa última complicação merece atenção especial durante doença aguda, cirurgia, baixa ingestão alimentar ou jejuns prolongados.
Portanto, não existe medicamento metabolicamente eficaz sem contexto clínico.
Uma comparação interessante: semaglutida versus liraglutida versus tirzepatida
Os ensaios head-to-head permitem enxergar como a farmacoterapia da obesidade evoluiu.
No STEP 8:
liraglutida 3 mg → −6,4%
semaglutida 2,4 mg → −15,8%.
No SURMOUNT-5:
semaglutida 1,7–2,4 mg → −13,7%
tirzepatida 10–15 mg → −20,2%.
Esses números não devem ser colocados em uma única “escada” como se viessem do mesmo estudo — STEP-8 e SURMOUNT-5 têm desenhos e populações distintos.
Mas, dentro de cada comparação direta, fica evidente como as gerações mais recentes aumentaram substancialmente a magnitude da perda ponderal.
E estamos chegando ao limite?
Provavelmente não.
A pesquisa já avançou para agonistas triplos e novas combinações hormonais.
Isso significa que a pergunta daqui a alguns anos talvez deixe de ser:
“É possível perder 20% do peso com medicamento?”
e passe a ser:
“Como escolher a intensidade de perda de peso apropriada para cada paciente sem sacrificar músculo, nutrição e função?”
Essa é uma mudança extraordinária.
Durante décadas, nosso problema era conseguir produzir perda de peso farmacológica relevante.
Agora começamos a enfrentar um problema diferente:
como manejar corretamente perdas de peso extremamente eficazes.
Então qual medicamento é “melhor”?
Essa talvez seja a pergunta errada.
Se analisarmos exclusivamente a magnitude da perda ponderal em obesidade, os dados contemporâneos colocam tirzepatida e semaglutida em doses para obesidade muito acima do efeito ponderal típico dos SGLT2. O SURMOUNT-5 também demonstrou diretamente maior redução de peso com tirzepatida do que com semaglutida em adultos com obesidade sem diabetes.
Mas escolher um medicamento exige olhar além da balança.
O paciente tem insuficiência cardíaca?
Tem doença renal crônica?
Tem diabetes?
Qual é o IMC?
Qual é a composição corporal?
Existe sarcopenia?
Qual é o risco cardiovascular?
Quais medicamentos ele já utiliza?
Qual tratamento consegue tolerar e manter?
Essa é a verdadeira medicina personalizada.
A grande mensagem
Os SGLT2 e os medicamentos incretínicos não são simplesmente duas maneiras concorrentes de emagrecer.
São ferramentas metabolicamente diferentes.
Os SGLT2 produzem uma perda ponderal geralmente modesta por meio da glicosúria, mas podem oferecer benefícios cardiorrenais decisivos em pacientes adequadamente selecionados.
Os agonistas de GLP-1, especialmente em doses destinadas ao tratamento da obesidade, conseguem produzir perdas de peso muito maiores.
E a tirzepatida elevou ainda mais esse patamar: no confronto direto do SURMOUNT-5, a redução média foi de 20,2% com tirzepatida contra 13,7% com semaglutida.
Ao mesmo tempo, análises recentes sugerem que características basais — inclusive o IMC — podem modificar a magnitude relativa das respostas.
Isso nos deixa uma conclusão muito mais interessante do que simplesmente escolher o medicamento que emagrece mais:
O futuro do tratamento metabólico não é encontrar a droga mais potente para todos. É escolher a ferramenta certa, na dose certa, para o paciente certo — e preservar saúde, músculo e função enquanto o peso diminui.
Referências
- Tong J, Li N, Hu F, Yue Y. The comparative efficacy of SGLT-2 inhibitors and GLP-1 receptor agonists on metabolic benefits in T2DM patients: a systematic review and network meta-analysis. European Journal of Medical Research. 2026;31:367. DOI: 10.1186/s40001-026-03986-w.
- Brown E, Heerspink HJL, Cuthbertson DJ, Wilding JPH. SGLT2 Inhibitors and GLP-1 Receptor Agonists: Established and Emerging Indications. Lancet. 2021;398:262-276.
- Aronne LJ, Bade Horn D, le Roux CW, et al. Tirzepatide as Compared with Semaglutide for the Treatment of Obesity. New England Journal of Medicine. 2025;393:26-36. DOI: 10.1056/NEJMoa2416394.
- Rubino DM, Greenway FL, Khalid U, et al. Effect of Weekly Subcutaneous Semaglutide vs Daily Liraglutide on Body Weight in Adults With Overweight or Obesity Without Diabetes: The STEP 8 Randomized Clinical Trial.JAMA. 2022;327:138-150.
- Jastreboff AM, le Roux CW, Stefanski A, et al. Tirzepatide for Obesity Treatment and Diabetes Prevention. New England Journal of Medicine. 2025;392:958-971.
- Chaiyakunapruk N, Tan X, Liang Y, et al. Real-world effectiveness of adding newer generation GLP-1RA to SGLT2i in type 2 diabetes. Cardiovascular Diabetology. 2025;24:177.
Dr. Leandro Fioravanti Figueiredo
Cardiologista / Cirurgião Vascular e Geral
CRM MG 53102 / CRM SP 247039
RQE 35112 / 37080 / 65096
Títulos AMB 144415 / 157859 / 245309
Pós-graduação em Direito Processual Civil
Pós-graduação em Direito Médico e Hospitalar
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